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domingo, 10 de mayo de 2026

 

ENCUENTROS/ENCONTROS CON/COM A ASSOCIAÇÃO SALGUEIRO MAIA

Ya son habituales los encuentros de grupos procedentes de diversos puntos de Extremadura con miembros directivos de la Associação Salgueiro Maia, tanto en Santarém como en Almada y en Lisboa.

En Santarém, por su significación histórica, al partir de ahí Salgueiro Maia al mando de sus tropas para tomar parte esencial del Golpe Militar que derrocó a la dictadura salazarista-caetanista el 25 de abril de 1974. Y también por ser la sede de nuestra querida asociación: ASM.

En Almada, porque desde el cerro de Cristo Rey se emplazaron las baterías artilleras que vigilaban el Tajo para evitar que desde allí barcos gubernamentales atacaran a las tropas instaladas en la Praça do Comerço, al mando de Salgueiro Maia en su primera acción militar del día de la Victoria. El coronel João Andrade da Silva, Presidente de la ASM, entonces teniente, era uno de los destacados dirigentes de esta operación militar.

En Lisboa, porque hacemos el recorrido desde el Cais de Sodré hasta la Praça de Comerço, pasando por la Rivera das Naus, donde ocurrió el épico enfrentamiento de Salgueiro Maia y sus tropas con el brigadeiro Junqueira dos Reis, al mando de potente artillería gubernamental, que finalmente se unió a los sublevados triunfantes.

El sábado 7 de mayo hicimos este último recorrido medio centenar de extremeños con nuestro amigo João Andrade da Silva, que nos ilustró sobre el proceso revolucionario, incluida la Reforma/Revolución Agraria en los Campos del Sur, de la que él fue garante fundamental.

¡Buen día fue para todos, lleno de emoción, como siempre en estos encuentros!

 

Os encontros entre grupos de diferentes pontos da Extremadura e membros da direcção da Associação Salgueiro Maia são hoje comuns, tanto em Santarém como em Almada e Lisboa.

Em Santarém, devido à sua importância histórica, pois foi a partir daí que Salgueiro Maia partiu à frente das suas tropas para desempenhar um papel fundamental no golpe militar que derrubou a ditadura de Salazar-Caetano a 25 de Abril de 1974. É também porque é a sede da nossa querida associação: ASM.

Em Almada, porque as baterias de artilharia que guardavam o rio Tejo estavam posicionadas no morro do Cristo Rei para impedir que os navios do governo atacassem as tropas estacionadas na Praça do Comércio, sob o comando de Salgueiro Maia, durante a sua primeira ação militar no Dia da Vitória. O Coronel João Andrade da Silva, Presidente da ASM e então tenente, foi uma das figuras de proa desta operação militar.

Em Lisboa, percorremos o trajeto do Cais do Sodré até à Praça do Comércio, passando pela Rivera das Naus, onde se desenrolou o épico confronto entre Salgueiro Maia e as suas tropas e o Brigadeiro Junqueira dos Reis, que comandava a poderosa artilharia do governo e acabou por se juntar aos rebeldes vitoriosos.

No sábado, dia 7 de Maio, cerca de meia centena de nós, da Extremadura, fizemos esta última viagem com o nosso amigo João Andrade da Silva, que nos esclareceu sobre o processo revolucionário, incluindo a Reforma Agrária/Revolução nos Campos do Sul, da qual foi uma figura fundamental.

Foi um dia maravilhoso para todos, repleto de emoção, como sempre nestes encontros!

martes, 25 de noviembre de 2025

 

25 DE NOVEMBRO E CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

Moisés Cayetano Rosado

En el debate sobre lo positivo (para unos) del Golpe del 25 de noviembre en Portugal que recondujo la Revolução dos Cravos al “modelo occidental, evitando la sovietización del país” y lo negativo (para otros) porque “cortó los sueños de una sociedad socialista, igualitaria y solidaria”, hay algo que no debemos ignorar en la reflexión general: la Constituição de 1976, aprobada cuatro meses de aquel 25 de Novembro.

El Texto originário da Constituição, de 2 de Abril de 1976, fue aprobado por todos los partidos representados en la Asamblea Constituyente, excepto el Centro Democrático Social, que tenía 16 diputados: el 6% de la Cámara, constituida por 250 diputados.

Señalar que el Partido Socialista tenía 116 diputados (46’4%) y el Partido Popular Democrático 81 (32’4%); entre ambos, el 78’8% del total: ellos se alternarían en el Gobierno de la Nación en los años sucesivos, los años de reconversión y eliminación de los postulados que siguen, excepto de lo transcrito del Preámbulo, que continua vigente…

En dicha Constitución, aprobada por tan amplísima mayoría de la derecha, el centro y la izquierda, cuatro meses -como digo- después de la “reconducción” al modelo occidental  no socializante, leemos:

Preâmbulo (fragmento)

A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.

ARTIGO 1.º

Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na sua transformação numa sociedade sem classes.

ARTIGO 2.º (Estado democrático e transição para o socialismo)

A República Portuguesa é um Estado democrático, baseado na soberania popular, no respeito e na garantia dos direitos e liberdades fundamentais e no pluralismo de expressão e organização política democrática, que tem por objectivo assegurar a transição para o socialismo mediante a criação de condições para o exercício democrático do poder pelas classes trabalhadoras.

ARTIGO 80.º (Fundamento da organização económico-social)

A organização económico-social da República Portuguesa assenta no desenvolvimento das relações de produção socialistas, mediante a apropriação colectiva dos principais meias de produção e solos, bem como dos recursos naturais, e o exercício do poder democrático das classes trabalhadoras.

ARTIGO 82.º (Intervenção, nacionalização e socialização)

1. A lei determinará os meios e as formas de intervenção e de nacionalização e socialização dos meios de produção, bem como os critérios de fixação de indemnizações.

2. A lei pode determinar que as expropriações de latifundiários e de grandes proprietários e empresários ou accionistas não dêem lugar a qualquer indemnização.

ARTIGO 83.º (Nacionalizações efectuadas depois de 25 de Abril de 1974)

1.      Todas as nacionalizações efectuadas depois de 25 de Abril de 1974 são conquistas irreversíveis das classes trabalhadoras.

ARTIGO 96.º (Objectivos da reforma agrária)

A reforma agrária é um dos instrumentos fundamentais para a construção da sociedade socialista e tem como objectivos: a) Promover a melhoria da situação económica, social e cultural dos trabalhadores rurais e dos pequenos e médios agricultores pela transformação das estruturas fundiárias e pela transferência progressiva da posse útil da terra e dos meios de produção directamente utilizados na sua exploração para aqueles que a trabalham, como primeiro passo para a criação de novas relações de produção na agricultura;

ARTIGO 97.º (Eliminação dos latifúndios)

1. A transferência da posse útil da terra e dos meios de produção directamente utilizados na sua exploração para aqueles que a trabalham será obtida através da expropriação dos latifúndios e das grandes explorações capitalistas.

2. As propriedades expropriadas serão entregues, para exploração, a pequenos agricultores, a cooperativas de trabalhadores rurais ou de pequenos agricultores ou a outras unidades de exploração colectiva por trabalhadores.

¿Por qué se hizo una Constitución claramente socializante, cuando los partidos mayoritarios que la firmaron procedieron de inmediato a desmontarla? ¿Por qué se habló de nacionalización, transición para el socialismo, “la tierra para quien la trabaja”, etc., considerándolas como conquistas irreversíveis das classes trabalhadoras, cuando inmediatamente se procedió a impedir legal y materialmente la realización de estos objetivos? Y lo que continúa a ser llamativo: ¿Por qué en el Preámbulo actual de la Constitución se sigue diciendo: abrir caminho para uma sociedade socialista?

El Golpe do 25 de Novembro no es compatible con la Constitución que más tarde se aprueba, con tanto consenso. Son cuestiones contradictorias. De impedir el caminho para uma sociedade socialista a consagrarlo constitucionalmente… e incluso mantenerlo en la actualidad. O se está en una vía o se está en la otra. O “reconducción al modelo capitalista, liberal, occidental”, o profundización en la vía socialista. ¡No se puede servir a dos señores!

viernes, 29 de agosto de 2025

 EL “VERANO CALIENTE DEL 75”

Durante el verano de 1975, hace ya 50 años, mientras Portugal “ardía” en pleno periodo revolucionario, en España llevamos a cabo una intensa actividad artística-cultural por los pueblos y ciudades, protagonizada fundamentalmente por poetas y cantautores, de especial intensidad en Extremadura.

Era para nuestros vecinos el PREC (Processo Revolucionário em Curso), con masivas ocupaciones de tierras en Ribatejo y sobre todo en Alentejo, nacionalizaciones de la banca, los seguros, transportes públicos, empresas estratégicas… y masivas manifestaciones en la calle, “hermanados” trabajadores y militares, bajo el lema “Povo-MFA” (Pueblo-Movimiento de las Fuerzas Armadas).

En España vivíamos los estertores de la dictadura franquista, despuntando la contestación opositora, con baja intensidad todavía, aunque la lucha clandestina se configuraba, apoyada en manifestaciones artísticas y culturales, muchas veces sostenidas por los aparatos de los partidos políticos que aún no podían manifestarse abiertamente.

Fue el tiempo boyante de cantautores y el “rebrote” de la poesía social. Llenaban plazas, teatros, estadios, canchas deportivas, cantantes como Lluís Llach, Luis Eduardo Aute, Imanol, Elisa Serna, Hilario Camacho, Pablo Guerrero, Luis Pastor…, y resonaban poemas de los grandes de décadas anteriores, como Gabriel Celaya, Blas de Otero, José Hierro, Maria Elvira Lacaci, Manuel Pacheco, Luis Álvarez Lencero…

En Extremadura se prodigaron los recitales conjuntos de música y poesía, organizados por asociaciones y grupos culturales, detrás de los que estaban en muchas ocasiones partidos políticos aún ilegales y por tanto en el “anonimato organizativo”.

Fueron muchos los jóvenes poetas que entonces despuntaron, frecuentemente acompañados por el incansable y entusiasmado Manuel Pacheco, que por edad podía ser el padre de los otros. En cuanto a los cantautores, no era raro contar con la presencia de Pablo Guerrero y Luis Pastor, a los que también secundaban otros menos conocidos, pero igualmente llenos de energía, entusiasmo y firmeza en el deseo de transmitir que “están cambiando los tiempos”, como cantaba Luis Pastor.

Llegado el otoño, con la enfermedad irreversible de Franco, la censura oficial se iba tornando cada vez más rígida, y exigían frecuentemente consulta previa de las letras y poemas, como condición para autorizar los recitales. Era común que en la lectura de los mismos el censor tachara versos e incluso letras y poemas enteros, estando presentes en los actos públicos agentes oficiales camuflados, que comprobaban el cumplimiento de lo ordenado, con capacidad para interrumpirlos y levantar actas denunciando a los “infractores”. En esto eran muy celosos de su cometido especialmente el Delegado Provincial en Badajoz del Ministerio de Información y Turismo, Miguel Cerón, y su Secretario, Juan Moll: muchas veces me correspondió tratar con ellos la entrega de letras a cantar y recitar, asistiendo al tachado en rojo de lo que no podía ser expuesto.

Aún en 1976 seguiría el mismo procedimiento, e idéntico entusiasmo en organizadores y en poetas y cantautores, con notable presencia de público en los actos organizados por los que cada vez iban descubriendo más su procedencia política y sindical. Ya a partir de 1977, con las elecciones generales del 15 de junio, se fueron prodigando los mítines políticos y se relegaron los recitales, que había servido como una especie de “teloneros” de los que ya ocuparían todo el espacio público.

Como escribió el citado Luis Pastor, “todo cambió de repente,/ los políticos al frente/ de comparsa el trovador”. Y más adelante: “Cantautor a tus trincheras/ con corona de laurel/ y distintivo de honor,/ pero no des más la lata,/ que tu verso no arrebata/ y tu tiempo ya pasó”.

Fue el de 1975 un verano de música y poesía, de reivindicaciones sociales envueltas en versos y guitarras. Explosión cultural en España, presagio de nuevos tiempos, mientras nuestros vecinos protagonizaban un “terremoto revolucionario”. El 25 de noviembre cortaría el PREC un Golpe Militar, que recondujo la democracia portuguesa hacia posturas moderadas, en lo que volvió a coincidir con España, que unos días antes empezó a caminar hacia ella con la muerte del dictador.

sábado, 5 de abril de 2025

 GOLPE DE ESTADO, REACOMODAÇÃO, REVOLUÇÃO E RECONDUÇÃO EM PORTUGAL

Os acontecimentos de 25 de Abril de 1974 corresponderam a um golpe de Estado bem sucedido, devido à gloriosa acção do Movimento das Forças Armadas, massivamente apoiado pelo povo: POVO-MFA, dando origem a um profícuo processo de democratização e descolonização (dois dos três "D" previstos).

Seguiu-se um período de “reacomodação” (Maio de 1974-Março de 1975) com tentativas de involução lideradas pelo General Spínola, que foram derrotadas, reafirmando o processo democratizante e descolonizador, até então distante das aspirações de Spínola, o primeiro Presidente da República instituído pela “Revolução dos Cravos”.

De seguida, passaremos ao terceiro “D” do Programa MFA: desenvolvimento socioeconómico. De meados de Março de 1975 a 25 de Novembro de 1975, ocorreria o "Processo Revolucionário em Curso" (PREC), com nacionalizações dos meios de produção e dos serviços, para além de uma intensa Reforma Agrária/Revolução nas terras do Sul.

Após o golpe de Estado de 25 de Novembro de 1975, iniciou-se um período de "recondução", durante o qual a esquerda revolucionária foi afastada do poder, que foi então assumido pelas forças sociais-democratas e conservadoras, desmantelando o processo de nacionalizações e ocupações de terras, apesar de a Constituição de 2 de Abril de 1976 (aprovada por esmagadora maioria pela Assembleia da República) as ter consagrado https://constitutii.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/01/pt045es-1976.pdf.

Em suma, passámos de um golpe de Estado (24 de Abril de 1974) para uma fase de “reajuste hesitante” (Maio de 1974-Março de 1975); depois, fase revolucionária: Março-Novembro de 1975, e depois fase de “recondução” para o modelo da Europa Ocidental.

Estes são os factos históricos. As classificações ficam ao critério de cada indivíduo.

 

GOLPE DE ESTADO, REACOMODACIÓN, REVOLUCIÓN Y RECONDUCCIÓN EN PORTUGAL

Los sucesos del 25 de Abril de 1974 correspondieron a un Golpe de Estado triunfante, por la acción gloriosa  del Movimiento de las Fuerzas Armadas a las que apoyó masivamente el pueblo: POVO-MFA, dando lugar a un proceso fructífero de democratización y descolonización (dos de las tres “D” programadas).

Después vino una etapa de “reacomodación” (mayo de 1974-marzo de 1975) con intentos involucionistas encabezados por el General Spínola, que fueron derrotados, reafirmándose el proceso democratizador y descolonizador, tan alejados de las pretensiones de Spínola, primer Presidente de la República instaurada por la “Revolução dos Cravos”.

A continuación se va a dar paso a la tercera “D” del Programa del MFA: el desenvolvimiento socio-económico. Desde mediados de marzo de 1975 al 25 de noviembre de 1975 se viviría la etapa del “Processo Revolucionario em Curso” (PREC), con nacionalizaciones de medios de producción y servicios, así como una intensa Reforma/Revolución Agraria en los Campos del Sur.

A partir del Golpe del 25 de Noviembre de 1975 se iniciará una etapa de “reconducción”, en que la izquierda revolucionaria será apartada del poder, que pasan a detentar las fuerzas socialdemócratas y conservadoras, desmontándose el proceso de nacionalizaciones y ocupaciones de tierras, pese a que la Constituição de 2 de Abril de 1976 (abrumadoramente aprobada en la Assambleia da República) las consagran https://constitutii.wordpress.com/wp-content/uploads/2013/01/pt045es-1976.pdf.

En resumen, pasamos de Golpe de Estado (24 abril 1974) a etapa de “reacomodación vacilante” (mayo 1974-marzo 1975); luego, etapa revolucionaria: marzo-noviembre 1975, y después etapa de “reconducción” al modelo europeo-occidental.

Estos son los hechos históricos. Las valoraciones quedan a criterio de cada uno.

miércoles, 3 de julio de 2024

 GANANDO SIEMPRE LOS MISMOS/GANHANDO SEMPRE OS MESMOS

Acabo de obtener un testimonio muy valioso, de uno de los responsables de la Contrarreforma Agraria del primer franquismo (en Informe Oficial de los años cuarenta) sobre la devolución de tierras ocupadas por yunteros y jornaleros a sus antiguos propietarios. La forma, el proceder, las irregularidades, el apoyo de las autoridades, fue similar al que tuvo la Contrarreforma portuguesa de 1976 en adelante. Lo interesante es comprobar cómo el mecanismo legal y las actuaciones irregulares de hecho fueron dirigidos en el primer caso por los vencedores de la Guerra Civil a favor de sus aliados: los terratenientes; en el segundo caso, diigidas por los "supuestos" vencedores de la Revolução dos Cravos... a favor de los que NO fueron sus aliados:los terratenientes. O sea, "vencedores" en el primer caso, aplicando leyes y usos; "vencidos de primera hora y luego realmente vencedores" aplicando el mismo tipo de leyes y usos. Y el problema real no fueron las leyes sino los "usos", de los que hablaré en mi libro en preparación DE LOS HOMBRES SIN TIERRA A LA TIERRA SIN HOMBRES.

Acabo de obter um testemunho muito valioso de um dos responsáveis ​​pela Contra-Reforma Agrária do primeiro regime franquista (no Relatório Oficial da década de 1940) sobre a devolução das terras ocupadas por yunteros e operários aos seus antigos proprietários. A forma, o procedimento, as irregularidades, o apoio das autoridades, foi semelhante ao da Contra-Reforma portuguesa de 1976 em diante. O interessante é ver como o mecanismo legal e as ações irregulares foram de fato dirigidas no primeiro caso pelos vencedores da Guerra Civil em favor dos seus aliados: os latifundiários; no segundo caso, liderado pelos "supostos" vencedores da Revolução dos Cravos... em favor daqueles que NÃO eram seus aliados: os latifundiários. Ou seja, “vencedores” no primeiro caso, aplicando leis e usos; "derrotados-desde-o-primeiro-minuto-e-depois-realmente-vitoriosos" aplicando o mesmo tipo de leis e usos. E o verdadeiro problema não eram as leis, mas sim os “usos”, dos quais falarei no meu livro em preparação, DOS HOMENS SEM TERRA À TERRA SEM HOMENS.

martes, 18 de junio de 2024

 DE LOS HOMBRES SIN TIERRA A LA TIERRA SIN HOMBRES


Embora continuemos a falar dos últimos livros que tenho publicados e coordenados (um deles ainda por publicar: o livro coral homenagem a Jesús Delgado Valhondo), este Verão tenho de delinear o projecto de publicação para 2005, no por ocasião do 50º aniversário da “Reforma Agrária Portuguesa” e do 90º aniversário das ocupações de terras nos “campos do sul” espanhóis, e mais especialmente em Badajoz.

O seu título será certamente DOS HOMENS SEM TERRA À TERRA SEM HOMENS, ou seja, dos despossuídos e dos seus sonhos à emigração em massa por falta de realização dos seus sonhos.

Mais ou menos, este será o índice:

1. Introdução.

2. Posse de terras e lutas camponesas. As “Terras do Sul” na Idade Contemporânea.

3. Os anos sessenta na Raya Estremadura-Alentejo. Entre a pobreza, a repressão e a emigração.

4. A Reforma Agrária de Espanha e Portugal. Destaque da Estremadura e do Alentejo.

5. Ofensiva contra a Reforma Agrária no Portugal pós-revolucionário.

6. A “Raya” como fonte de inspiração literária.

Aunque seguiremos incidiendo en los últimos libros que he ido publicando y coordinando (uno de ellos aún por salir: el libro-coral homenaje a Jesús Delgado Valhondo), este verano tengo que perfilar el proyecto de publicación para 2005, con motivo del 50 aniversario de la "Reforma Agraria portuguesa" y el 90 aniversario de las ocupaciones de tierra en los "campos del Sur" españoles, y más especialmente en Badajoz.

Su título seguramente será DE LOS HOMBRES SIN TIERRA A LA TIERRA SIN HOMBRES, o sea, de los desposeídos y sus sueños a la emigración masiva por la falta de cumplimiento de sus sueños.

Más o menos,éste será el índice:

1. Introducción.

2. Posesión de la tierra y luchas campesinas. Las “Tierras del Sur” durante la Edad Contemporánea.

3. Los años sesenta en la Raya extremeño-alentejana. Entre la pobreza, la represión y la emigración.

4. La Reforma Agraria de España y Portugal. Protagonismo de Extremadura y Alentejo.

5. Ofensiva contra la Reforma Agraria en el Portugal posrevolucionario.

6. La “Raya” como fuente de inspiración literaria.

jueves, 13 de mayo de 2021

 SERTÓRIO. NARRACIÓN DE UNA LUCHA SOSTENIDA.


Acabo de leer una novela breve, intensa, emotiva y sorprendente, ofrecida por mi buen amigo y director de Edições Colibri, Fernando Mão de Ferro. Una contribución más de esta editora ejemplar para el conocimiento del reciente pasado en una tierra tan maltratada por sus verdugos-dirigentes, Portugal, y más en concreto la dura planicie alentejana, de grandes latifundistas poseedores de todo y masas populares faltas siempre de pan y de justicia.

Prologada por la historiadora de Montemor-O-Novo Teresa Fonseca, tan rigurosa y comprometida siempre, la narración de su paisano João Luís Nabo es una obra para leer y meditar. Para reconfortarse en la buena literatura, trabajada con acierto y maestría, pero también para revolverse en los infiernos de la brutalidad humana, de la violencia institucional servida por sicarios sin escrúpulos, capaces de las torturas más infames contra un pueblo que solamente pide pan y libertad.

En sus 192 páginas vamos recomponiendo un puzle de acontecimientos en que las fechas retroceden y avanzan bajo una decisión del autor por irnos confrontando entre el pasado y sus condicionamientos y consecuencias para el presente, como ejercicio memorialístico, introspectivo.

Precisamente comienza la historia narrada por su desenlace, a finales de 2019, alternando a lo largo de sus veinticinco capítulos fechas cruciales para los protagonistas: los años cincuenta -tan durísimos en la represión política contra el pueblo en general y contra el campesinado sin tierras en particular, con una GNR (Guardia Nacional Republicana) y una PIDE (Policía Internacional y de Defensa del Estado) de una violencia aterradora-; los años setenta -hasta el momento de la Revolução dos Cravos-, en que una nueva generación de activistas, hijos de los anteriores campesinos martirizados, se verán envueltos en las mismas represiones y torturas, y ya al final una actualidad de nuevo en que los fantasmas del pasado persiguen a los protagonistas hasta su muerte, natural o por suicidio remordido, como es el caso de “Sertório”, víctima y verdugo de estos tiempos tenebrosos.

La acción se desenvuelve entre “Vila Nova” (nombre ficticio que corresponde a la ciudad de Montemor-O-Novo, una de las poblaciones más luchadoras contra el fascismo, destacadísima en la lucha campesina siempre y en la Reforma Agraria que trajo consigo la Revolução dos Cravos) y las prisiones políticas de Lisboa y Peniche, donde se desarrollarán las vejaciones más ignominiosas y bestiales que uno pueda concebir.

João Luís Nabo nos mantiene en todo momento en tensión, en vilo, sin descubrir completamente el sentido exacto de la trama hasta el instante final. Y aunque nos muestra momentos ligeros de dulzura en las familias campesinas que luchan por su sustento, no escatima descripciones de un desgarrador realismo cuando nos narra las torturas de la PIDE para con los “comunas” (militantes o simpatizantes del Partido Comunista, la más firme organización antisalazarista, u otros opositores a los que los servicios del Régimen los toman por tales).

Con una templanza y serenidad admirables, el autor nos va metiendo en los personajes y situaciones hasta parecernos protagonistas de las mismas, haciéndonos sentir el sufrimiento de este pueblo sencillo y luchador como propio. Y aunque late en algunos momentos la esperanza del cambio traído por la revuelta de los jóvenes “Militares de Abril” contra la dictadura, los traumas arrastrados persistirán en los protagonistas hasta su propia muerte.

No estamos, por tanto, ante un libro evasivo o relajante, aunque sí lo es desde el punto de vista literario, por la calidad con que está escrito. Estamos realmente ante una obra testimonial, inquietante, con pocas concesiones al desahogo y muchas llamadas a la reflexión, a la revuelta por tantas injusticias, por tantos atropellos, por tanto sufrimiento de una gente honrada y luchadora que, pretendiendo vivir dignamente de su trabajo, encuentra la bota de la opresión que les tortura y mata para evitar la mínima reacción de protesta y libertad.

MOISÉS CAYETANO ROSADO

miércoles, 22 de agosto de 2018


LA SOCIEDAD OBRERA “ADELANTE” (1931-1938). LA LUCHA POR EL TRABAJO Y POR LA TIERRA EN MAGACELA.

Autor: Antonio D. López Rodríguez.
Edita: Ayuntamiento de Magacela y Diputación de Badajoz. 2018. 337 páginas.

Los trabajos históricos locales tienen muchas veces el defecto de lo anecdótico y particularista, por lo que se suelen tomar con prevención. Pero cuando vienen de la mano de autores de la reconocida solvencia de Antonio D. López Rodríguez, ya en sí constituyen una garantía.
Lo dice en el Prólogo otro historiador de considerable trayectoria, José Hinojosa Durán: “nos encontramos ante un ejemplo de buena historia local que ha huido del exclusivismo localista tan pernicioso para la investigación histórica” (pág. 19).
Y es que La Sociedad Obrera “Adelante” (1931-1938). La lucha por el trabajo y por la tierra en Magacela constituye un estudio de extraordinaria relevancia, que conjuga la precisión del detalle local con el contexto territorial en que se desenvuelve (la provincia de Badajoz, y su fuerte significación en la lucha campesina durante la II República y la Guerra Civil), así como con el discurrir político-social y económico del Estado español a lo largo de los convulsos años treinta, en que la II República, la Guerra Civil y la inmediata represión del franquismo vencedor marcaron profundamente la historia de nuestros pueblos en general y, en este caso, el de Magacela en particular.
Está el libro dividido en diez capítulos; el Prólogo aludido; una Introducción aclaratoria de lo que quería ser “la República de los trabajadores”, concretando en la Sociedad Obrera “Adelante” sus aspiraciones, más unas consideraciones metodológicas, y al final un Epílogo sobre la incautación y venta de la Casa del Pueblo, amplio Apéndice Documental de desenvolvimiento socio-económico, asociativo y de la represión tras la Guerra, más referencia de Archivos, Fuentes Documentales y amplia Bibliografía.
Va en los tres primeros analizando la situación en Magacela en cuanto a la concentración propiedad de la tierra y el problema de subsistencia de los que viven de su trabajo (Capítulo 1), hasta la creación, funcionamiento y reivindicaciones de la Sociedad Obrera “Adelante” (Capítulo 3), pormenorizando crudamente el comportamiento despótico de la patronal, la connivencia con ella de la Iglesia -que se gana la hostilidad de los jornaleros y sus representantes: “Corroborarían estas actitudes hostiles tanto el rápido alineamiento ideológico de la Iglesia con las derechas como su temprana asimilación del discurso más reaccionario” (pág. 105)- y el colaboracionismo de la Guardia Civil, desarrollado extensamente en el Capítulo 4, centrado en el “bienio reformista” y resaltando actuaciones conflictivas por toda la provincia (págs.. 124-128). En medio, el Capítulo 2 se consagra al surgimiento del movimiento obrero en Extremadura, al calor de la proclamación de la República, que llena de esperanzas al campesinado.
Los capítulos 5 y 6 nos colocan ante el obstruccionismo de las derechas a la labor municipal, al trabajo democrático de los representantes populares, elegidos por las masas tradicionalmente desposeídas, y ahora protagonistas de su propia historia. La Huelga de junio de 1934 y la represión gubernativa del gobierno radical-cedista es objeto de amplia consideración en el Capítulo 6, estudiándose el “proceso de radicalización política” (pág. 175) de PSOE y UGT, en consonancia con el discurso de Largo Caballero, abiertamente enfrentado al involucionismo de derechas.
Los capítulos 7 y 8 analizan el triunfo del Frente Popular en las elecciones del 16 de febrero de 1936 y las históricas ocupaciones de fincas del 25 de marzo de 1936 en toda la provincia (mostrando una vez más la consonancia propietarios-Guardia Civil, ejemplificados en la actuación despótica del Comandante del Puesto de Magacela -págs. 212-213-), para pasar a continuación a detenerse en el impacto del golpe militar de julio de 1936, que en esta población y en toda la comarca de La Serena fracasaría, pasando a intensificarse la incautación de tierras, formación de colectividades y cooperativas, bajo la dirección de la FETT, lo que se estudia en el Capítulo 9.
El Capítulo 10 está dedicado a la derrota de las fuerzas populares, la victoria franquista, la represión generalizada y sostenida en el tiempo, la crueldad de los vencedores, y una interesante biografía de las personas más significativas víctimas de la represión.
Un recorrido, en fin, bien documentado y que conjuga acertadamente lo particular con lo general. Detenida reflexión por los años de la esperanza y de la frustración; de las dificultades, el hambre y la aspiración a un mundo mejor; del enfrentamiento entre unas masas populares decididas a cambiar su mísero destino y unas fuerzas tradicionalistas, reaccionarias, que tuvieron su poderío de siglos concentrado en los grandes poseedores de la tierra, aliados a la tradicional fuerza colaboracionista de la Iglesia y -desde mediados del siglo XIX- al brazo armado de la Guardia Civil, a los que se une el ejército golpista, que propició una inmisericorde y sostenida venganza “ejemplificadora”.
MOISÉS CAYETANO ROSADO

martes, 19 de junio de 2018


LA EXTREMADURA VACIADA. ENCUENTRO SOBRE EMIGRACIÓN.
Moisés Cayetano Rosado

La Asociación 25 de Marzo está organizando para este mes de Agosto un gran encuentro sobre emigración extremeña, abierto y de amplio espectro, al que denominan “La Extremadura Vaciada”. 
Un encuentro que pretenden sea punto de encuentro de emigrantes extremeños y extremeñas diseminadas por el mundo. Y señalan que por lo que respecta a esta problemática de la emigración, como decía nuestro paisano Víctor Chamorro: “Se trata de un genocidio programado desde despachos burócratas. Porque es genocidio ir acabando con todo un pueblo utilizando el arma de la emigración, el arma del expolio; pero sobre todo, utilizando el borrador que lentamente hace desaparecer el sentimiento de identidad de ser de algo, de pertenecer a una tierra, a un clima, a una historia compartida, a unas raíces, que es el derecho primero y más natural de todo hombre”.
En este encuentro esperan contar con la participación de algunos de los centenares de miles de paisanos y paisanas que han tenido que emigrar o han estudiado este fenómeno para que cuenten sus experiencias personales o sus investigaciones.
Se ha organizado en tres grandes bloques provisionales:
1.- La diáspora extremeña, viejos y nuevos emigrantes.
- La emigración de los 60-70. El genocidio extremeño.
 - La emigración de la última década (2008-2018).

2.- El despoblamiento rural. Las “laponias extremeñas”.

3.- Extremadura expoliada y vaciada. Una aproximación a posibles alternativas.
- Extremadura saqueada, 40 años después.
- Las nuevas amenazas: casinos, minería, cementerio nuclear, intensivismo agrario...
- Las comunicaciones: el tren como metáfora de la marginación de Extremadura.
- Las leyes de hierro del subdesarrollo extremeño: expolio de materias primas, fuga del ahorro, fuga de cerebros, clientelismo (el pacto entre oligarquía y casta extremeña)
- ¿Vigencia de la Reforma Agraria?

Con mucho gusto acepto la invitación que muy amablemente me ha hecho la Asociación para que participe en el acto, y lo hago aún con más placer ya que en agosto se cumplen 40 años del “I Congreso de Emigrantes Extremeños”, que organismos en la Universidad Laboral de Cáceres, y del que fui Secretario General.
A éste seguiría un segundo, y tras él un tercero, dando paso a continuación a un “Consejo de Comunidades Extremeñas”, dentro de la Junta de Extremadura; tuve la oportunidad de participar en todo ello: en los dos siguientes congresos como asesor y ponente, y en el Consejo como representante por CC.OO., que a través de su Fundación Cultura y Estudios organizó en 2011 (a cincuenta años del inicio de la “gran riada migratoria”) una extraordinaria exposición itinerante de paneles de textos, fotos, documentos, etc. que se me encargó diseñar en contenido general y que aún se expone en centro educativos, culturales, asociativos de emigrantes y otros.
Me alegra sobremanera que la Asociación 25 de Marzo tome esta importante iniciativa, estudiándose con rigor y compromiso lo que ha constituido (y sigue constituyendo) uno de los fenómenos más trascendentales de nuestra historia contemporánea, condicionando nuestro presente y futuro a través de un vaciamiento poblacional que en el siglo XX supuso perder más de la mitad de nuestra población (la más joven y activa laboral y reproductivamente), algo que parece renovarse por falta de futuro laboral en origen.
Optar por buscarse el porvenir, organizar la vida en un lugar u otro resulta un derecho y una manifestación positiva de la libertad. Tener que hacerlo irremediablemente por falta de perspectivas de desarrollo social e individual resulta una vulneración de esos derechos y un atropello a la propia libertad.

miércoles, 16 de mayo de 2018


MOISÉS CAYETANO: “EL PATRIMONIO FORTIFICADO QUE TENEMOS EN EXTREMADURA Y ALENTEJO ES INCOMPARABLEMENTE MÁS RICO QUE EL DEL RESTO DE LA RAYA”
Emilio Vázquez, Presidente de la Fundación Caja Badajoz presentado al
conferenciante.
Publicado por Esmeralda Torres | 15 May 2018 | CULTURA, HISTORIA, PORTUGAL |  

EL DOCTOR EN GEOGRAFÍA E HISTORIA OFRECE UNA CONFERENCIA SOBRE LA RAYA EXTREMEÑO-ALENTEJANA EN LA RESIDENCIA UNIVERSITARIA CAJA BADAJOZ
Doctor en Geografía e Historia, su currículum lo presenta como profesor, escritor y político. Pero si algo hay que subrayar con fluorescente en la carrera profesional de Moisés Cayetano Rosado son sus investigaciones sobre La Raya hispano-lusa. En esta línea, y bajo el epígrafe ‘De la tragedia a la esperanza. Guerra, revolución y hambre de tierras’, ofrece esta tarde una conferencia en la Residencia Universitaria Caja Badajoz (RUCAB) en la que analizará los últimos tiempos en la frontera extremeño-alentejana. Con lupa, detenimiento y precisión. 

– Esta tarde tenemos una cita en la agenda. A las 20:00 horas en la RUCAB. ¿Qué vamos a escuchar?Fundamentalmente el desenvolvimiento que tuvo la sociedad y la economía en España y Portugal en sus momentos más importantes, y en concreto en Extremadura y Alentejo. Partiré de finales del siglo XIX y llegaré hasta el inicio de la democracia; es decir, casi cien años de historia, de sociedad, de economía, de vivencias, etc.
Un momento de la intervención
– ¿Por qué partir de los últimos cien años, por no extenderla más o porque los últimos cien años fueron más importantes?
– Es simplemente dar un repaso a todo lo que son las últimas causas de la situación actual. También hablaré un poquito del siglo XIX, sobre todo de lo que fue la desamortización y el reparto de tierras. Un poco de cómo se distribuye la propiedad en el campo extremeño-alentejano, y de cómo intervienen España y Portugal. También, por supuesto de nuestras tierras en las últimas colonizaciones, por nuestra parte en Cuba y Filipinas, y por la parte portuguesa la implantación en Angola, Mozambique y Guinea. Lo que supuso eso de sacrificio, de soldados, de esfuerzos…
De ahí partíamos...
– ¿Hasta qué punto la frontera o el país vecino ha marcado acontecimientos en el otro? Por ejemplo, ¿cómo pudo influir España en la Revolución de los Claveles?
– La influencia es bastante pequeña en ese caso, en el de la Revolución de los Claveles o en el caso de la Guerra Civil Española, que son dos momentos trágicos en la frontera y que supuso un movimiento en La Raya bastante importante. Durante la Guerra Civil española, Portugal supuso para los españoles, y para los extremeños en concreto, un lugar de refugio, aunque luego hubiese muchos problemas. En cuanto a la Revolución de los Claveles, nosotros aquí estábamos terminando una etapa de Dictadura Franquista. Quedaba prácticamente un año y poco y fue un acontecimiento como visto desde lejos a pesar de estar más cerca, porque fue no tuvo repercusiones en nuestra tierra. Lo que sí es muy interesante es comparar el desenvolvimiento que tuvimos con la democracia en un lado y en otro.
La ilusión y la esperanza...
– Prácticamente ambos países vivieron al mismo tiempo los inicios de la democracia.
– Sí, todo lo que es, por ejemplo, el desenvolvimiento político, la constitución, las distintas leyes… Fueron paralelas, solo que allí partían de una revolución que tuvo como consecuencia, en Alentejo fundamentalmente, una reforma agraria bastante extensa, muy parecida a la que intentó Extremadura en la Segunda República, en 1936. Esa reforma agraria fue bastante problemática en Portugal. Dio lugar a una ocupación de tierra que posteriormente desembocó en unas devoluciones muy traumáticas, un proceso que duró más de 12 años. Aquí, en cambio, no hubo nada de eso. Fueron más sosegados, más calmados que en Portugal.
– ¿En qué sectores se notó más la frontera?
– En los pueblos transfronterizos no. Especialmente para nosotros, durante la Guerra Civil, no la hubo, porque fueron lugares de acogida. Es decir, las zonas cercanas a la frontera tienen unas relaciones de tipo personal, de amistad y familiar bastante arraigadas, y además muy mezcladas con todo lo que es la vida de subsistencia, el propio contrabando. Son pueblos que subsisten en gran medida por el intercambio comercial no regulado, algo que crea unos lazos de amistad, de familiaridad que en algunos lugares son extraordinariamente ricos. Está bastante estudiado, sobre todo en los refugiados extremeños con respecto a Portugal, especialmente los del sur de la provincia de Badajoz. Esa especie de confrontación en La Raya dio lugar después a muchos lazos familiares que aún se conservan, aunque no tan profundos como nos gustarían porque a veces hay poca confrontación, sobre todo en los tiempos contemporáneos.
Aquella dureza...
– ¿La apertura de la frontera no supuso también una parte importante en la historia rayana?
– Sí, para los pueblos rayanos de subsistencia acabó con aquel sistema. Por otro lado, la apertura hacia Europa significaría la llegada de fondos estructurales y sociales que supusieron una aporte económico importante. Muchos de los fondos, además, son fondos transfronterizos que necesitaban de proyectos comunes entre unos pueblos y otros, y eso dio lugar a muchas acciones de tipo oficial, económico y empresarial en las que un pueblo y otro participaban y obtenían beneficios comunes que se siguen manteniendo en la actualidad.
– ¿Existen muchas diferencias entre La Raya extremeño-alentejana y el resto de fronteras?
– Nuestra frontera es una de las fronteras más permeables. Es bastante extensa y abierta, geográficamente es muy fácil de traspasar. Si nos situamos un poquito más al norte, hacia la zona de Castilla y Beirã, digamos que es una frontera con menos población situada en La Raya, con menos relaciones. En el norte, en Galicia, sí hay unas relaciones intensas, pero desde el punto de vista geográfico son más difíciles, más complicadas, no son tan diáfanas como las nuestras. No obstante, cada uno tiene sus peculiaridades, aunque siempre hemos tenido unas relaciones muy especiales, incluso desde el punto de vista histórico anterior. Por ejemplo, el patrimonio fortificado que tenemos en Extremadura y Alentejo es incomparablemente más rico que el del resto de La Raya porque era una frontera mucho más transitada.
– Creo que Portugal y su frontera se lleva el peso de sus investigaciones.
– En los trabajos que yo he hecho, sí. Desde el punto de vista académico he trabajado fundamentalmente en cuestiones migratorias y demográficas de Extremadura y movimientos de población. Pero, sin embargo, luego fui estudiando todo lo que se refiere a los conflictos en La Raya y el patrimonio que esos conflictos han ido dejando, y me fui especializando en fortificaciones en las fronteras, desde el siglo XVII al XIX. Después he ido retomando los temas demográficos, he ido comparando y viendo las similitudes, diferencias y causas porque me llamó muchísimo la atención que entre 1960 y 1975 perdiésemos casi el 45% de la población, prácticamente igual que en el Alentejo. Estuve investigando a donde había ido esa gente, por qué habían salido y fui comparando los grandes parecidos entre unas tierras y otras.
Otro momento de la intervención.
– ¿A qué conclusiones le llevó esas investigaciones?
– Me llevó a la conclusión de que las causas de pobreza del Alentejo y de Extremadura eran muy parecidas. Eran tierras de grandes extensiones latifundistas donde había unos sectores que detentaban el poder, muy poderosos, y unos grandes sectores de población bastante desposeídos, de jornaleros, de gente sin tierras que venían arrastrando ese modelo desde la Reconquista y que se acentuó con la venta de tierras comunales del siglo XIX. Esa especie de hambre de tierras, de necesidad de un lugar de sacar para comer, se vivió en ambos sitios, y en ambos sitios se tenía como un sueño poder hacer una reforma agraria. Eso de la reforma se materializó en Extremadura, en la Segunda República, y fracasó por razones bélicas. Los portugueses lo siguieron manteniendo en una especie de utopía que se materializó también en la Revolución de los Claveles, y también de otra manera no tan traumática pero sí bastante triste, fracasó. Ambos pueblos tuvieron que emigrar en masa por falta de trabajo y ambos pueblos, extremadura y alentejo, tienen una despoblación brutal. Ellos tienen unos 600.000 habitantes, nosotros tenemos un millón. Estamos hablando de dos grandes regiones muy despobladas y muy envejecidas, con una posibilidad de desarrollo futuro bastante poco prometedora y una nueva emigración de gente joven.
Autores y libros extremeño/alentejano, esenciales para
comprender nuestra historia contemporánea.
– ¿Por qué estudiar la frontera? ¿Por la localización, quizá?
– No lo sé exactamente. Quizá se mezcla mucho que cuando empecé a relacionar cosas de Portugal era concejal en el Ayuntamiento de Badajoz y me ofrecieron llevar relaciones con Portugal. Me relacioné mucho con los municipios del entorno, con gente muy acogedora y muy amable que me invitaba a dar conferencias, a participar en actos propios. Y eso un poco me fue enganchando, me fue gustando, y fue haciendo que ampliara mi campo de estudios, que no solamente lo limito a la parte histórica sino también a la patrimonial, o a lo social, a la económica. Y son estas cosas que se empiezan y cada vez encuentras más lugares que investigar.
– ¿Cree que tenemos suerte por vivir en La Raya?
– Este lugar donde nosotros vivimos es un lugar bastante interesante y privilegiado. Yo estoy equidistante de Campomaior, Elvas y Badajoz; me desplazo en un cuarto de hora a cualquiera de ellas, hablando distinto idioma, teniendo distinta gastronomía, viendo distintas riquezas patrimoniales, etc., y en cuanto uno se desplaza un poquito más, a 40 o 50 kilómetros, va descubriendo mundo mucho más variado de rico. Encima tenemos la suerte de tener cerca toda esa zona costera, de llegar muy pronto a una ciudad tan preciosa como es Lisboa o a esas playas envidiables que son las playas alentejanas. Esto hace que Extremadura, y sobre todo los que viven mas a La Raya, tengamos una cantidad grande de territorio de gran belleza física alrededor y un gran tesoro patrimonial a nuestro alcance. 
– Le doy la razón, pero no entiendo por qué entonces seguimos mirando a Portugal con desprestigio, sin valorar lo que allí hay. Son muchos los que van a Elvas a comer y no saben que tiene, por ejemplo, una fortificación modélica para su tiempo. ¿Por qué pasa esto?
– Es una cosa curiosa que cada vez sucede menos. Recuerdo cuando era joven, que de Elvas lo único que conocíamos es que era un lugar donde comprar toallas. Ese sentimiento ignorante en la realidad está bastante extendido, pero ya menos. Ya hablas con la gente y te dice que qué fuerte más magnífico hay en Elvas, por ejemplo. Cada vez se es menos ignorante. Se desprecia lo que se ignora pero si alguien profundiza en el conocimiento de Portugal lo tiene que admirar. Aunque por otra parte también hay que tener en cuenta que en La Raya, sobre todo a lo largo del siglo XX, la gente normal lo pasaba muy mal, era muy pobre, y había mucha emigración de jornaleros, de trabajadores temporales, que venían a buscar trabajo en la siega o en la recolección y eran muy pobres. A lo mejor los identifican con esa pobreza terrible. De hecho, hasta  entre los mismos portugueses existía ese sentimiento de desprecio. Existe como una especie de crueldad en el pueblo de despreciar al que es más pobre que uno mismo.