viernes, 26 de junio de 2026

 CONFERÊNCIAS GUERRA CIVIL ESPAÑOLA (1936-1939)

URAP (União Resistentes Antifascistas Portugueses) realiza várias conferências no 90º aniversário da Guerra Civil de Espanha
20 de Junho - Barreiro [realizada]. Conferencista Dulce Simões.
3 de Julho - Serpa. Conferencista Moisés Cayetano.
4 de Julho - Seixal. Conferencista Moisés Cayetano.
10 de Julho - Santarém. Conferencista Luís Farinha.
O início da Guerra Civil de Espanha (1936-39) foi há 90 anos. Um conflito que fez milhares de mortos entre os combatentes espanhóis e brigadistas internacionais, entre os quais muitos portugueses, e que terminou com a vitória dos nacionalistas de Francisco Franco e uma ditadura que durou até 1975.
Durante os três anos de guerra, estima-se que houve 175 mil mortos na zona franquista e 110 mil na zona republicana. Dos cerca de 350 mil voluntários, das Brigadas Internacionais de 50 países, 15 mil terão morrido.
A Guerra de Espanha, nomeadamente as suas causas, continua a ser estudada por inúmeros especialistas e há uma enorme produção sobre o tema. Para o historiador Hugo García, “o debate àcerca das causas e responsabilidades da eclosão da guerra é tão antigo quanto a historiografia do conflito. Neste campo o surgimento de ideias novas é difícil e os historiadores ficaram-se, em geral, por duas explicações tradicionais: a guerra foi desencadeada pela incapacidade da Segunda República em travar a crescente polarização da sociedade espanhola, e foi o resultado de um golpe militar que nem triunfou totalmente nem falhou redondamente”.
Muitas são também as razões evocadas pelos historiadores para a vitória da facção do general Francisco Franco. Destacam-se o forte apoio da Alemanha nazi e da Itália fascista, entre outros países, como Portugal, com Salazar a fornecer material, apoio logístico, informativo e diplomático. O Reino Unido e a França optaram pela não participação, o que causou enormes dificuldades aos republicanos privados de financiamento, armamento e até alimentos. A desigualdade era abismal.
Os nacionalistas ganharam a guerra bombardeando várias cidades, como Guernica, em 1937, que o pintor Pablo Picasso imortalizou, e conquistando as várias regiões de Espanha. À medida que progrediam levavam a cabo execuções sumárias das populações, milhares das quais foram enterradas em valas comuns, sem que as famílias soubessem o seu paradeiro.
A Catalunha caiu no início de 1939 e cerca de 500 mil pessoas atravessaram os Pirinéus, procurando refúgio em França. A 1 de Abril, Franco anunciou o fim da guerra. A chacina prosseguiu após o final do conflito. Cerca de 20 mil republicanos terão sido executados nos meses seguintes.
Em 1 de Novembro de 1938, na mensagem de despedida aos voluntários das Brigadas Internacionais, Dolores Ibarruri, La Pasionaria, disse:
"Comunistas, socialistas, anarquistas, republicanos, homens de distintas cores, de ideologias diferentes, de religiões antagónicas, mas que amam profundamente a liberdade e a justiça, vieram oferecer-se à nossa causa, incondicionalmente. Deram-nos: a sua juventude, maturidade ou experiência; o seu sangue e a sua vida, as suas esperanças e aspirações... E nada nos pediram. Ou melhor, sim: queriam um lugar na luta, desejavam a honra de morrer por nós. Bandeiras de Espanha! Saudai tantos heróis e inclinai-vos ante tantos mártires!"

No hay comentarios:

Publicar un comentario