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martes, 25 de noviembre de 2025

25 DE ABRIL, 11 DE MARÇO E 25 DE NOVEMBRO

Quero dar brevemente a minha opinião relativamente à celebração do 25 de Novembro de 1975, muito reivindicado agora pelos partidos portugueses e sectores mais à direita, quando em  2025 comemora-se os 50 anos do confronto político-militar interno:

- Enquanto o 25 de Abril de 1974 foi um movimento militar vitorioso contra a ditadura, o colonialismo, as terríveis guerras coloniais que sangravam a juventude portuguesa e arruinavam a economia nacional, mergulhando o povo na miséria, o 25 de Novembro de 1975 foi um confronto entre diferentes concepções do social, militar e o desenvolvimento económico da nação, redireccionando a situação de um modelo revolucionário popular para um modelo social-democrata ocidental.

- Enquanto o 25 de Abril conduziu a uma gloriosa comunhão Povo-MFA, o 25 de Novembro significou uma ruptura entre aqueles que tornaram possível o triunfo anterior.

- Enquanto o 25 de Abril conta com o consenso das forças democráticas que perdura até hoje (e é mesmo actualmente criticado pelos grupos mais reaccionários da política nacional), o 25 de Novembro tem o desejo ardente da direita e da extrema-direita de o equiparar ao primeiro .

Mesmo os militares moderados foram marginalizados nos seus destinos e carreiras pelos mais complacentes.

Recordo que Salgueiro Maia já indicara nas suas memórias, escrevendo 10 anos depois do 25 de Abril (disponível em o livro Capitão de Abril. Edit. Âncora Editores, 3ª edic., 2014. Pág. 117):

Criticar os muitos que pagam o idealismo e a generosidade dos Capitães de Abril como o mesmo comportamento que caracterizou o regime nascido em 28 de Maio:

- a corrução;

- a incompetência;

- o compadrio;

- o circo do Poder.

E o General Pezarat Correia, também militar moderado, que foi durante o período mais poderoso da Reforma Agrária (Verão de 1975) Governador Militar da região do Alentejo, escreveu na Revista “Vértice” em 1990 (depois reproduzido em seu livro Questionar Abril, de 1994 (Edit. Circulo de Leitores, pág. 118): Tal como os seus companheiros civis da generação de sessenta que hoje, na sociedade portuguesa, militam nas fileiras da oposição, enquanto os tecnocratas que passaram aqueles anos escladantes sem se chamuscarem povoam os corredores do poder, também os “capitães de Abril” vêm sendo progressivamente marginalizados na instituição militar, quando não mesmo perseguidos e ofendidos, pagando um preço elevado por terem ousado questionar e abalar as estructuras dominantes.

De outro lado, porque é que há esta insistência em celebrar o 25 de Novembro de uma forma comparável ao 25 de Abril e porque é que ninguém reivindica a celebração do 11 de Março de 1975 como uma data gloriosa em que foi abatida uma tentativa de involução golpista liderada pelo general Spínola (e pelo seu homem de confiança, comandante Alpoim Galvão), de quem Salgueiro Maia diz que fiquei com a impressão de que quem comandava era o comandante Alpoim Galvão (escrito nas suas memórias publicadas no Capitão de Abril, pág. 112)?

Salgueiro Maia opôs-se a esse Golpe de Estado, chegando mesmo a censurar directamente Spínola por isso, escrevendo no Capitão de Abril (págs. 112-113): Falámos com o General Spínola, a quem esclareci que a situação era insustentável. Fiquei com a impressão de que o general Spínola estava desconhecedor de muitas informações.

E Spínola fugiu de helicóptero para Espanha, aterrando na base aérea militar de Talavera la Real (Badajoz), de onde se exilou! Aliás, Salgueiro Maia esteve envolvido num mal-entendido da extrema-esquerda, que o acusou de ser spinolista, promovendo uma campanha contra “o fascista Salgueiro Maia” que culmina com um cerco à minha casa, escreve ele próprio ( Capitão de Abril. Pág. 113).

Creio que se desejam comemorar o 50º aniversário do 25 de Novembro de 1975, mais motivo há para comemorar o 50º aniversário do 11 de Março de 1975.

Moisés Cayetano Rosado 

viernes, 25 de abril de 2025

 REVOLUÇÃO DE ABRIL EN PORTUGAL, PROCESO REVOLUCIONARIO Y RECONDUCCIÓN

MOISÉS CAYETANO ROSADO

Si 2024 fue el año de conmemoración del 50 aniversario de la Revolução dos Cravos de Portugal, en el actual aún asistimos a los “rescoldos” de la celebración del medio siglo de aquel glorioso 25 de abril en que unos jóvenes militares derrumbaron una dictadura colonialista, con el apoyo masivo del pueblo en las calles.

Pero este año, además, nos recuerda lo que en 1975 fue un proceso revolucionario, tras un intento involucionista del general Spínola el 11 de marzo de 1975. A lo largo de más de ocho meses (hasta la reconducción, también militar, del 25 de noviembre) se realizaron profundos cambios legislativos y actuaciones de hecho en cuanto a nacionalizaciones de medios de producción, financieros y bancarios, transportes, seguros… y una intensa Reforma/Revolución Agraria, que llevaría a la apropiación por unas 550 Unidades Colectivas de Producción de casi 1.200.000 hectáreas, principalmente en el centro y sur de Alentejo.

Así, la Revolução dos Cravos fue esencialmente un Golpe militar glorioso, secundado masivamente por el pueblo, al que siguió un periodo convulso, con disensiones internas y triunfo a partir de marzo de 1975 del ala más progresista del Ejército y los sectores sociales, sindicales y políticos más revolucionarios. Hasta noviembre tenemos que hablar de una auténtica Revolução socializante (conocida como Processo Revolucionário em Curso), nuevamente convulsa, que sería radicalmente defenestrada por los sectores más moderados de los militares, la socialdemocracia y la derecha política.

A partir de noviembre de ese año se da una Recondução que significará reprivatización de los sectores nacionalizados y anulación de las incautaciones colectivas de tierra, a pesar de que ambas cuestiones las consagra la Constituição de 2 de Abril de 1976. Al mismo tiempo, habrá una especie de “caza de brujas” con respecto a los propios militares, incluidos los “moderadamente progresistas”.

Militares de primera línea van a sufrir un proceso injusto y  doloroso. El coronel Melo Antunes, considerado el principal ideólogo del Programa del Movimento das Forças Armadas, denuncia que se asistió a una recuperação paulatina pela direita militar, que nunca tinha dado a cara, e do afastamento progressivo dos mais identificados com o 25 de Abril de 1974. El también coronel Sousa e Castro, destacado miembro del Conselho da Revolução, escribe: Muito desses militares foram “trucidados” na praça pública mediática, com o apoio de centrais de informação que dominavam revanchisticamente nos Estados Maiores. Y el general Pezart Correia, que fue Gobernador Militar de Alentejo en 1975, declara: Os militares que mais beneficiaram nas suas carreiras com o golpe de Estado dos capitães foram os que com mais reserva receveram a democracia.

El mítico Capitão de Abril Fernando Salgueiro Maia, considerado uno de los mayores héroes de la Revolução, exclamaba diez años después de los hechos memorables: muitos pagam o idealismo e generosidade dos Capitães de Abril com a corrupção, a incompetência, o compadrio, o circo do Poder. En su testamento expresó la voluntad de que en su funeral solamente estuvieran presentes sus amigos, y temiendo que asistieran “personalidades oportunistas” indicó que se cantaran Grândola, Vila Morena, el emblemático himno de la Revolução. Como señalaría el coronel Vasco Lourenço -otro gran estratega de la hazaña y amigo suyo, igualmente relegado-, lo pidió así para forçá-los a cantar ou pelo menos ouvir cantar.

No menos maltratados serían otros héroes como el entonces capitão-tenente de Marina, Carlos Almada Contreiras (quien había sugerido Grândola, Vila Morena, como señal de comienzo de las operaciones del 25 de Abril) o el capitán Diniz de Almeida (que hizo frente triunfalmente en marzo a los paracaidistas adeptos a Spínola en el Regimento de Artilharia Ligeira de Lisboa), encarcelados en ese fatídico noviembre; el coronel Varela Gomes o el capitán Durán Clemente, que tuvieron que marchar al exilio, tras un trabajo admirable en la 5ª Divisão do Movimento das Forças Armadas, o el capitán João Andrade da Silva (de fuerte protagonismo militar en la Reforma Agraria de 1975), apartado/exiliado en Madeira.

Lograda en 1976 la reconducción al “modelo democrático occidental”, los sucesos de 1975 son dignos de reflexión y consideración en este “Cincuenta Aniversario del Processo Revolucionário” para estudiar el “fracaso de las utopías” y la desconsideración hacia quienes lo arriesgan todo para la obtención del bien general.

sábado, 30 de marzo de 2024

 Fernando Salgueiro Maia, uno de los héroes del 25 de Abril, en el cincuentenario de la revolución

Un libro de testimonios conmemora la gesta en la que este capitán tuvo parte destacada

La Associação Salgueiro Maia, creada para honrar y preservar la memoria de uno de los personajes cruciales en la “Revolução dos Cravos” de Portugal, se planteó la iniciativa de publicar un libro colectivo conmemorando el 50 aniversario de este acontecimiento singular de la historia contemporánea, gesta que se conmemora este año 2024. Se trataba de presentar unas colaboraciones libres en extensión y contenido, girando alrededor de los recuerdos, vivencias, testimonios y sentimientos de los participantes con respecto a la fecha crucial que consiguió acabar con la dictadura de casi medio siglo en Portugal, las guerras coloniales en África y el atraso socio-económico del país. El libro está editado y empieza a ser presentado en Portugal y en España.

La publicación transfronteriza O PELOURINHO, de la Diputación Provincial de Badajoz, se ofreció para llevar a cabo la edición de este trabajo, tanto en formato impreso como digital, que se presentará solemnemente en diversas localidades de Portugal y de España, comenzando por Santarém, población donde reside la sede oficial de la Associação, y de donde partió la columna comandada por el Capitão Fernando Salgueiro Maia en la madrugada del 25 de Abril de 1974, para participar gloriosamente en el derrocamiento del “régimen salazarista”.

Cubiertas del libro conmemorativo.

Cuarenta son los autores de los distintos textos que se publican, fundamentalmente en prosa, aunque hay también una selección final de poemas alusivos a los acontecimientos centrales que se conmemoran. De estos colaboradores, treinta y cuatro son portugueses y seis españoles, que aportan su visión personal y profesional de los hechos.

El libro está coordinado por el exsargento miliciano Vitor Pássaro (integrante de la columna de la “Escola Prática de Artilharia” de Vendas Novas que ocupó el Alto de Cristo Rei en Almada el 24 y 25 de Abril de 1974), el teniente coronel retirado Fernando Frederico (furriel miliciano en Cabinda-Angola a la altura del 25 de Abril), el psicólogo Fernando Pinto y Moisés Cayetano Rosado, doctor en Geografía e Historia.


SALGUEIRO MAIA OCUPÓ EL LARGO DO CARMO, CON LA SEDE DEL CUARTEL GENERAL DE LA GUARDIA NACIONAL REPUBLICANA, Y CAPTURÓ AL PRESIDENTE DEL GOBIERNO, MARCELO CAETANO, REFUGIADO ALLÍ.


En el Prefacio hace la semblanza del Capitão Salgueiro Maia el coronel retirado Carlos Maia de Loureiro, integrante como alférez miliciano de la columna dirigida por Salgueiro Maia, con el que tomó los Paços do Concelho en Lisboa, enfrentándose a las mayores situaciones de peligro: el brigadier gubernamental Junqueira dos Reis ordenó disparar artillería pesada (sin que fuera obedecido por sus subordinados) contra ambos cuando intentaban negociar con él en los alrededores. Después ocuparían el Largo do Carmo, donde se encuentra la sede del Cuartel General de la Guardia Nacional Republicana, apresando finalmente al Presidente del Consejo de Gobierno, Marcelo Caetano, que se había refugiado allí.

El libro resulta muy emotivo, pues los testimonios que se presentan nos revelan los apasionantes momentos vividos en los distintos escenarios revolucionarios, sus antecedentes y consecuentes, contados por los propios protagonistas, militares y civiles, así como testigos de los acontecimientos e informadores de los medios de comunicación, especialmente por parte de los colaboradores periodistas españoles de este libro. Testimonios como los de la viuda de Salgueiro Maia, la profesora Natércia, son de un extraordinario valor.

El entusiasmo del Presidente de la Associação Salgueiro Maia es en gran parte responsable de este volumen de casi 400 páginas: el coronel retirado João Andrade da Silva, que tuvo un papel crucial como teniente artillero de la “Escola Prática de Artilharia” de Vendas Novas. Su misión fue ocupar el Alto de Cristo Rei en Almada, frente a la capital (de la que lo separa el río Tejo), cubriendo la seguridad de las tropas comandadas por Salgueiro Maia en los Paços do Concelho de Lisboa, amenazada por la fragata Gago Coutinho, que se dirigió hacia allá con orden de disparar, lo que fue afortunadamente desobedecido por sus oficiales.

(VERSIÓN PORTUGUESA)


“O MEU 25 DE ABRIL” (Contributos de quem viveu, viu ou sentiu a Revolução de 25 de Abril de 1974)

A Associação Salgueiro Maia, criada para homenagear e preservar a memória de uma das figuras cruciais da “Revolução dos Cravos” de Portugal, tomou a iniciativa de publicar um livro colectivo comemorativo dos 50 anos deste acontecimento único na história contemporânea. Tratava-se de apresentar colaborações livres em extensão e conteúdo, girando em torno das memórias, experiências, testemunhos e sentimentos dos participantes relativamente à data crucial que conseguiu pôr fim à ditadura de quase meio século em Portugal, às guerras coloniais em África e à atraso social-econômico do país.

A publicação transfronteiriça O PELOURINHO, da Diputación Provincial de Badajoz, ofereceu-se para realizar a edição desta obra, tanto em formato impresso como digital, que será solenemente apresentada em vários locais de Portugal e Espanha, começando por Santarém, poblação onde reside a sede oficial da Associação e de onde partiu a coluna comandada pelo Capitão Fernando Salgueiro Maia na madrugada do dia 25 de Abril de 1974, para participar gloriosamente no derrube do “regime salazarista”.

Quarenta são os autores dos diferentes textos que se publicam, maioritariamente em prosa, embora exista também uma selecção final de poemas alusivos aos acontecimentos centrais que se comemoram. Destes colaboradores, trinta e quatro são portugueses e seis espanhóis, que contribuem com a sua visão pessoal e profissional dos eventos.

O livro é coordenado pelo ex-sargento miliciano Vitor Pássaro (membro da coluna da “Escola Prática de Artilharia” de Vendas Novas que ocupou o Alto de Cristo Rei em Almada nos dias 24 e 25 de Abril de 1974), pelo tenente-coronel reformado Fernando Frederico (furriel miliciano em Cabinda-Angola no dia 25 de Abril), o psicólogo Fernando Pinto e Moisés Cayetano Rosado, doutor em Geografia e História.

No Prefácio, traça um perfil do Capitão Salgueiro Maia o coronel reformado Carlos Maia de Loureiro, alferes miliciano integrante da coluna chefiada por Salgueiro Maia, com quem ocuparam os Paços do Concelho em Lisboa, enfrentando as maiores situações de perigo: o brigadeiro do governo Junqueira dos Reis ordenou o disparo de artilharia pesada (sem ser obedecida pelos seus subordinados) contra ambos quando tentaram negociar com ele nas redondezas. Ocupariam depois o Largo do Carmo, onde se encontra a sede do Quartel-General da Guarda Nacional Republicana, prendendo finalmente o Presidente do Conselho de Governo, Marcelo Caetano, que ali se refugiara.

O livro é muito emocionante, pois os depoimentos apresentados revelam os momentos cruciais vividos nos diferentes cenários revolucionários, seus antecedentes e consequências, contados pelos próprios protagonistas, militares e civis, bem como por testemunhas dos acontecimentos e informantes dos meios de comunicação, especialmente pelos jornalistas espanhóis colaboradores deste livro. Testemunhos como o da viúva de Salgueiro Maia, a Professora Natércia, são de extraordinário valor.

O entusiasmo do Presidente da Associação Salgueiro Maia é o grande responsável por este volume de quase 400 páginas: o coronel reformado João Andrade da Silva, que teve um papel crucial como tenente de artilharia da “Escola Prática de Artilharia” de Vendas Novas. A sua missão era ocupar o Alto de Cristo Rei em Almada, em frente à capital (da qual está separada pelo rio Tejo), cobrindo a segurança das tropas comandadas por Salgueiro Maia nos Paços do Concelho de Lisboa, ameaçadas por a fragata Gago Coutinho, que para lá se dirigiu com ordem de disparar, a qual felizmente foi desobedecida pelos seus oficiais.


jueves, 7 de marzo de 2024

 Edições Colibri. 4ª edição do livro "Salgueiro Maia-Das Guerras em África à Revolução dos Cravos


A poucos dias de comemorarmos os 50 anos do 25 de Abril, é com muita satisfação que informamos que o livro "Salgueiro Maia - Das Guerras em África à Revolução dos Cravos" chegou à 4. edição.
Um livro da autoria de Moisés Cayetano Rosado com prefácio de Sua Excelência, o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.
Um livro que integra o Plano Nacional de Leitura.
Parabéns ao autor e a todas as pessoas envolvidas na edição da obra
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“Foi há quarenta e dois anos!
Um homem em cima de uma Chaimite. Que interpela o poder que está a cair, enquanto o novo poder tarda em chegar.
Simples. Sem ambições de mando ou de glória.
Que ali está porque sente dever cumprir aquela missão militar, que é também e acima de tudo cívica.
Que não pensa um segundo sequer no simbolismo daquela presença, nem no significado histórico daquele momento.
Que, terminada a missão, regressa ao quartel, para voltar a ser o que era. Com a naturalidade de quem não reclama louros, nem aspira a celebridade.
À sua maneira, Salgueiro Maia deu expressão a um povo e a uma maneira de ser e de viver ao longo dos séculos. (…) Salgueiro Maia foi o retrato desse povo, que é o que Portugal tem de melhor. (…)
Foi esse povo que fez Portugal. E, nele, os soldados de Portugal. Sem ele e eles os chefes mais ilustres não teriam triunfado, os políticos mais brilhantes não teriam vencido, os empreendedores mais visionários não teriam criado.”
(Do prefácio de Sua Excelência, o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa)
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926 672 058


PREPARANDO PRESENTAÇÕES


Para os meses de Abril e Maio já estamos a preparar novas apresentações tanto de "Salgueiro Maia. Das Guerras em África à Revolução dos Cravos" como de "Siempre Abril Sempre"(os dois de Edições Colibri) em diferentes locais de Portugal e Espanha. Paralelamente, nestes meses acontecerão outras apresentações de livros coletivos relacionados com a “Revolução dos Cravos”, conforme oportunamente informaremos.

domingo, 6 de noviembre de 2022

 MUJERES EXCEPCIONALES


MOISÉS CAYETANO ROSADO


A finales de octubre, con pocos días de diferencia, he coincidido con dos mujeres excepcionales. Tras ocasiones anteriores, volver a hacerlo en un tiempo tan cercano, tratando cuestiones relativas a su vida en relación a sus respectivos maridos, prematuramente fallecidos, me impulsa a realizar unas breves reflexiones.

Hablo de Marisol Hinchado, esposa del que fuera Alcalde de Badajoz, Manuel Rojas, ganador de las elecciones locales en tres ocasiones consecutivas por mayoría absoluta, y de Natercia Maia, casada con el “Capitão de Abril” Fernando Salgueiro Maia, decisivo en el triunfo de la “Revolução dos Cravos”, de Portugal.

Ambas son profesionales ya jubiladas de dos de los “oficios” más que satisfactorios: la sanidad y la enseñanza respectivamente. Trabajadoras que pueden sentirse orgullosas de su trayectoria, no interrumpida por la trascendencia pública de sus respectivas parejas.

Al margen de ello, admiro su temple, serenidad, elegancia, discreción y fortaleza para sobrellevar esa “sombra alargada” del pasado en que la celebridad de sus cónyuges nunca interrumpió su tarea profesional, y después, con su muerte en plena madurez (Manolo con 55 años y Salgueiro Maia con 48), han aceptado la participación en homenajes y reconocimientos al político y al militar -respectivamente- verdaderamente excepcionales.

Siempre, en esos actos de exaltación, se han mostrado apacibles, con la sonrisa eterna que las caracteriza, humildes en su presencia, como pasando desapercibidas, pero reforzando con firmeza el recuerdo cálido, admirable de aquellos con los que compartieron ilusiones y luego tanto dolor. Dolor no solamente por la pérdida tras una larga enfermedad, sino por lo que en los últimos años de las vidas del alcalde tan querido y el militar valeroso, tuvieron que padecer con los desaires de los que tanto le deben a su abnegada labor.


Manolo Rojas creó una ilusión ciudadana inédita por la política municipal, reforzó la potencia de un partido -el socialista- cuando acababa de renacer, impulsó una ciudad moderna desde la escasez de medios y recursos. Salgueiro Maia llevó sus tropas de Santarém a Lisboa, tomando la Praça do Comercio, jugándose la vida ante un brigadeiro que ordenó dispararle a cañonazos, consiguió atraerse a los militares al mando de su enemigo, subió al Quartel do Carmo, donde estaba refugiado el Presidente de Gobierno (Marcelo Caetano) y logró su rendición… Pero luego, con el paso de los años, pocos años, fueron “castigados” por ser mitificados en su entorno, pese a que nunca pretendieran la entronización.

Uno se vio obligado a dimitir como alcalde, apenas seis meses después de su última reelección, agobiado por las presiones internas; el otro sufrió destinos profesionales injustos y humillantes en lugar del reconocimiento profesional bien merecido. Los dos murieron conscientes del agravio. Que yo sepa, no lo manifestó expresamente Manolo Rojas, pero sé de su desaliento. Quien sí lo diría sin rodeos fue el ya entonces teniente coronel: le confesó a su compañero de armas Vasco Lourenço el deseo de que en su funeral se cantase “Grândola, Vila Morena”, para que algunas de las personalidades que asistirían de manera oportunista a su funeral se vieran obligadas si no a cantarla, al menos tener que oírla en silencio.


¿Por qué esa persecución? “Por envidia”, me diría entre otros un amigo del militar portugués, el General Adelino Matos Coelho. “A los héroes no se les perdona su actuación”, me comentó el coronel Vasco Lourenço,  Presidente de la Associação 25 de Abril. Por lo mismo, decimos tantos respecto a Manolo Rojas, al que en el año próximo habrá que tributar los merecidos homenajes por la conmemoración del 40 aniversario de su primer triunfo en las elecciones municipales. ¿Qué se cantará, y quién, en las actividades que se programen?

Marisol Hinchado “dará la talla”, como siempre. Como la da Natercia repetidamente. Y con esa sonrisa y esa elegancia que en estos días me han vuelto a regalar. Ese saber estar de unas mujeres excepcionales.

jueves, 29 de julio de 2021

FUNERAL DE OTELO


Tendo em vista o funeral de Otelo Saraiva de Carvalho, tão oficialmente abandonado, quero agora evocar esta frase do testamento de Salgueiro Maia, tão incompreendido em vida, após sua atuação heróica nas guerras coloniais e na Revolução dos Cravos: ‘Durante o funeral somente a presença dos amigos a quem peço para entoarem “Grândola Vila Morena” e “Marcha do M.F.A.”’.

A história se repete!

Moisés Cayetano Rosado

domingo, 25 de julio de 2021

REALIDADES Y FRUSTRACIONES

Acabo de enterarme del fallecimiento de Otelo Saraiva de Carvalho, uno de los símbolos más importantes de la Revolução dos Cravos. Un personaje extraordinario, que conocí y con el que tuve la oportunidad de hablar en Badajoz y en Cáceres, hace ya algunos años. En mi libro "Salgueiro Maia, das Guerras em África à Revolução dos Cravos" lo cito reiteradamente, tanto por su protagonismo en la Revolução, como por sus escritos sobre las guerras coloniales, el proceso revolucionario y su posterior desenvolvimiento. Hombre, militar imprescindible en aquellos años cruciales, sufrió posteriormente de persecución que le llevó a la cárcel y la marginación, para después verse engrandecida su figura, que con el tiempo seguirá cobrando valor, como ocurre con Salgueiro Maia y otros valerosos "Capitães de Abril. ¡Cuánto siento su pérdida! Precisamente, estábamos planteándonos volver a contar con él en nuevas actividades, que ahora quedan definitivamente descartadas.¡Que descanse en Paz quien tanto luchó por conseguirla!

A continuación reproduzco el resumen que de su intervención en la CRÓNICA ÁGORA. EL DEBATE PENINSULAR, organizado por la Junta de Extremadura en el año 2000, hice por encargo de la Junta: ver CRÓNICA completa en el Documento 116 de mi enlace: http://moisescayetanorosado.blogspot.com/p/paginaprueba.html 


Otelo recordó cómo entre el 1 y 3 de junio de 1973 hubo un “Congreso de Combatientes de Ultramar” organizado por conocidos elementos de la extrema derecha que era un artificio de Marcelo Caetano para obtener apoyo público en su política de guerra colonial, lo que contó con el boicot de los militares profesionales, de los que no acudió ninguno. “Sólo en Guinea -afirmó-  fueron recogidas 400 firmas de protesta”.

El 29 de junio de 1973 se promulgaría un decreto, publicado el 12 de julio, y seguido por otro en agosto que perjudicaban claramente a los oficiales de carrera, dando paso en el escalafón a jóvenes que hacían el servicio militar en milicias. Esto dio pie al “Movimento dos Capitães” para enviar un escrito de protesta desde Guinea al Presidente de la República, al Presidente el Consejo de Gobierno, a los ministros de Defensa, del Ejército y de Educación y al Subsecretario de Estado del Ejército.

El 9 de septiembre se reúnen en Évora 136 capitanes, que también firman el documento de repulsa. Las protestas fructificaron, revocándose los decretos a finales de octubre. Fue una victoria de los capitanes que, lejos de acallarlos, les dio fuerza para continuar en una línea que ya estaba trazada: acabar con la injusta situación colonial. Se extiende la organización a otros oficiales y cuadros del Ejército, la Armada y la Fuerza Aérea, pasando a denominarse “Movimento de Oficiais das Forças Armadas” (MOFA) desde el 1 de diciembre de 1973, que a principios de 1974 se extiende a cuadros subalternos y tropa, con lo que adquiere el nombre definitivo de “Movimento das Forças Armadas” (MFA).

El 5 de marzo de 1974 se reúnen en Cascáis 197 oficiales y subalternos, firmando un documento programático del MFA 111 de ellos, que llevan además la representación de otros 602 compañeros. Este documento se posicionaba contra la guerra colonial y a favor de la independencia de los pueblos de África. Y mientras esto ocurre, el 15 de marzo, los generales Costa Gomes y Spínola, Jefe y Vice-Jefe del Estado Mayor de las Fuerzas Armadas, fueron apartados de sus funciones, al no contar con la confianza de Marcelo Caetano. Éste, a pesar del malestar en el ejército, queda relativamente tranquilizado con esta maniobra y, sobre todo, al abortar una intentona de golpe de estado surgida en Caldas da Rainha el 16 de marzo.

No obstante, “el 15 de abril -señala Otelo- yo tenía finalmente elaborada en más de veinte páginas la Orden de Operaciones, conteniendo el estudio de situación, una idea de maniobras, un plan general de operaciones, las misiones para las unidades, la logística y las órdenes”. Vitor Alves y Melo Antúnes se encargaron de la parte política, que fue presentada a Spínola, para que él hiciera sus enmiendas. Precisamente va a ser Spínola, dice Otelo, quien proponga la transformación de la denominación MOFA por la más generalizadora de MFA.

Otelo distribuye las misiones personalmente y, cuenta, el único que le hace preguntas es Salgueiro Maia: “¿Tenemos programa político?”, es la primera, y “¿tenemos generales al mando?”, la segunda, a lo que le contesta afirmativamente, aunque lo último no era cierto ya que Spínola se mantenía fuera de compromisos de mando, quedando a la expectativa de lo que ocurriera, pero temía que Salgueiro se volviera atrás.

Sólo el 22 de abril se decidió la fecha del golpe, que para despistar a los servicios secretos del régimen se había lanzado el rumor de que se iba a efectuar después del 1 de mayo. Y a los ayudantes de Spínola no se le comunicó hasta las nueve de la noche del día 24: “Manténganse atentos durante la madrugada a las emisiones de radio”, le dijeron lacónicamente.


“El Movimiento -indica con orgullo Otelo-, en diecisiete horas derrumbó de hecho al régimen fascista. Democratizar, descolonizar y desenvolver el país son los grandes objetivos del MFA”.

No obstante, Otelo reconoce las dificultades surgidas durante el período revolucionario, las tensiones, el peligro de guerra civil que muchos sintieron. “Mis camaradas Vasco Lourenço y Vitor Alves –reprochó- dicen que yo fui instrumentalizado por la extrema izquierda y yo creo que ellos fueron perfectamente instrumentalizados por el Partido Socialista, que sí pretendió integrarme a mí, lo que yo rechacé siempre”. Añadiendo: “No fui instrumentalizado por la izquierda revolucionaria, simplemente me adherí a ella. Y una frustración que tengo es no haber aprovechado la gran oportunidad que el MFA tuvo por miedo al comunismo; aprovechar para crear un modelo nuevo de régimen político, en que la democracia directa exija la participación efectiva de los ciudadanos en la vida política del país”. No obstante, reconoció la alegría de la conquista de las libertades, la descolonización y la consecución fundamental del poder municipal.

Otelo acabó distendidamente su intervención afirmando: “Mi pena es que de hecho nosotros no pudimos hacer el 25 de Abril contra Salazar. Que el dictador muriera en la cama lo tengo atravesado aquí, en la garganta. ¡Sin que lo hubiéramos derrumbado, para probar que él no era invencible, pá!”.

Moisés Cayetano Rosado

miércoles, 7 de julio de 2021

 

Salgueiro Maia, el héroe revolucionario de Castelo de Vide

07/07/2021

PABLO BOZAS DE AMAYA

El pasado jueves, 1 de julio, se inauguró la “Casa da Cidadanía Salgueiro Maia” en la localidad portuguesa de Castelo de Vide. Hasta allí nos desplazamos varias personas de Alburquerque invitadas por Moisés Cayetano, autor del libro “Salgueiro Maia. De las Guerras en África a la Revolución de los Claveles y su evolución posterior”. Los actos comenzaron a las nueve de la mañana, con el izado de enseñas en el ayuntamiento, izado en el que participó el propio Moisés con el acompañamiento de la “Fanfarra da Associação dos Bombeiros Mistos de Castelo de Vide. A las diez, tuvo lugar la presentación de la edición portuguesa del citado libro “Das Guerras em África á Revoluçao dos Cravos”, introducida por el editor Prof. Fernando Mão de Ferro y el antiguo alcalde de la localidad, Carolino Tapadejo.

No cabe duda de que esta obra es un estudio muy completo para conocer en detalle parte de la historia europea de la segunda mitad del siglo XX, desde el proceso de descolonización que se vivió en muchos países, proceso en el que también participó Portugal, hasta los movimientos que acabaron con algunas de las dictaduras de esa época. Todo ello gracias a la figura de Salgueiro Maia, uno de los capitanes de la Revolución de los Claveles, que es el verdadero protagonista e hilo conductor del libro.

Desde luego, ver y oír a Moisés explicar el desarrollo de los acontecimientos y la vida de Salgueiro Maia, con la pasión que cuenta las cosas, es todo un lujo.

Acto seguido, después de la firma de ejemplares por parte del autor y las consiguientes fotos, nos unimos al grupo compuesto por la mujer y nieto de Moisés, el alcalde de Olivenza y un concejal de su equipo de gobierno, que iba a realizar una visita guiada a la judería de Castelo de Vide. Ejerció de guía Carolino Tapadejo, un hombre entrañable donde los haya, que nos contó que su familia era de origen judío y cuyos antepasados llegaron a la localidad, procedentes de Toledo, durante las expulsiones llevadas a cabo por los Reyes Católicos.

Una visita muy interesante, con muchos secretos contados por el guía, rótulos de zapaterías labrados en los dinteles de piedra de las puertas, la señal de la cruz hechas por la Inquisición y su intento de borrarlas por los moradores, la fuente donde se bautizaban los conversos, la disposición de las ventanas, totalmente contrarias a los preceptos arquitectónicos del templo de Salomón… El recorrido continuó con la visita a la herrería de su familia, una herrería en el casco urbano que ha pasado de padres a hijos a lo largo de varias generaciones.  El recorrido terminó, como no podía ser de otra manera, en la casa donde nació Salgueiro Maia.

Acto seguido, tomamos unas cervezas artesanales en un local regentado por jóvenes emprendedores, que han apostado por llevar a cabo su vida y su negocio en la localidad y a los cuales nos presentó Carolino. Este último nos contó que él conocía bastante todos los pueblos de la raya y que en su día había tenido mucho contacto con Emilio Martín, cuando este era alcalde, y que llevaron a cabo varios proyectos en común.

Finalmente, ya sin Carolino, nos fuimos a comer para coger fuerzas de cara a los actos de la tarde. Disfrutamos de las exquisiteces de la zona (aunque como curiosidad, Moisés nos contó que exquisito en Portugal significa todo lo contrario que en España), entre las que destacó un plato de “presas cocidas” acompañado con patatas, zanahorias y coles, que fue sencillamente espectacular, tanto por la cantidad como por lo rico que estaba. Por cierto, a este plato ellos le llaman cocido, pero no lleva un solo garbanzo.

Ya por la tarde, llegaron los actos importantes del día, pues asistiría el presidente de la República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, a la inauguración de la “Casa da Cidadanía Salgueiro Maia” en el interior del castillo.  Seguidamente, intervinieron las distintas autoridades, con discurso final del presidente de la República sobre la figura de Salgueiro Maia, las fuerzas militares, que protagonizaron la Revolución, y la ciudadanía en general.



La Casa de Ciudadanía Salgueiro Maia es un museo dedicado fundamentalmente a su figura, desde niño hasta su muerte, con fotos, trajes militares, armamento, el megáfono con el que instaba a Marcelo Caetano a rendirse…, planos, fotografías, etc., así como referencias a las guerras coloniales y especialmente a la Revolução dos Cravos.

Acto seguido vendría el plato fuerte para nosotros, pues aguardábamos con impaciencia el momento de hacernos las fotos pertinentes con el jefe del Estado portugués (a todos nos sorprendió las palabras que le dedicó a Moisés sobre su libro, el cual había leído y valoraba, todo un detalle) algunos generales que organizaron la Revolución de los Claveles y, sobre todo, con la viuda de Salgueiro Maia, el verdadero héroe de aquellos determinantes días para Portugal.

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Portada: Moisés Cayetano, con el editor de su obra sobre Salgueiro Maia, Fernando Mão de Ferro.

Foto 2: Cayetano, con Carolino Tapadejo, ex alcalde de Castelo de Vide, y el editor.

Foto 3: Moisés, durante la presentación de su magnífica obra.

Foto 4: Una de las calles de la judería de Castelo de Vide.

Foto 5: Casa natal de Salgueiro Maia.

Foto 6: Cayetano, con el presidente de la República portuguesa Rebelo de Sousa, Pablo Bozas y Esteban Santos.

Foto 7: Rebelo de Sousa habla al oído de Moisés y le comenta algo que explicaremos.

Foto 8: Obra de Moisés Cayetano y al fondo la fachada de la Casa da Cidadanía (museo) que se inauguró ese día.

Foto 9: Moisés, su esposa y la viuda de Salgueiro Maia.